Como ativar os chacras em 20 minutos

Por meio de sete posturas da ioga, é possível avivar os centros de energia do corpo, garantindo mais disposição e equilíbrio para encarar o dia a dia.

Desde os tempos mais antigos, diversas culturas tentam explicar o que é essa matéria invisível que nos dá vida.
Para os chineses ela se chama chi; para os egípcios, ba; para os havaianos, mana; na Índia é prana.
Até hoje o assunto desperta interesse de pensadores e cientistas, como o Ph.D.

Tsuyoshi Ohnishi, do Instituto Biomédico da Filadélfia, nos Estados Unidos, que já publicou diversos artigos sobre a eficácia do uso dessa energia vital na cura e manutenção da saúde.

Apesar das diferentes descrições de como funciona e de onde vem esse misterioso poder, é consenso que essa energia, quando desequilibrada, nos faz adoecer.
Os recursos que podem manter esse fluxo livre, no entanto, são muito simples.
Um deles é a ioga.
Por meio de posturas, a prática consegue acessar a energia vital e seus centros de processamento, os chamados chacras.
Uma autoridade no assunto é o mestre americano Goswami Kriyananda, 82, um dos últimos discípulos vivos de Sri Shelliji, que foi discípulo direto de Paramahansa Yogananda, autor de Autobiografia de um Iogue, uma das mais renomadas obras espirituais já escritas.
Segundo Kriyananda, os três mais importantes canais de energia do corpo acompanham a coluna vertebral – um segue em linha reta do cóccix ao topo da cabeça e os outros dois vão serpenteando essa linha central – e nas interseções entre os três se formam os chacras.
“Por isso, a ioga foca o alongamento e a flexibilidade da coluna”, diz o mestre, “para que a energia possa fluir para cima sem impedimentos.” Cada um desses centros de energia está alinhado com uma glândula endócrina e, segundo se percebeu ao longo do tempo, se relaciona a uma área da vida.
O muladhara, por exemplo, conhecido no Ocidente como chacra básico, está situado na base da coluna, rege ovário e testículos e lida com impulsos como o dinheiro, a segurança e a sobrevivência.
Já o svadhisthana, localizado na região púbica, está ligado aos órgãos sexuais, à sexualidade e à criatividade.
Quando a capacidade total desses centros de processamento não é acessada, a energia fica dormente.
Para ativá-la, o mestre Kriyananda aponta, em seu livro The Spiritual Science of Kriya Yoga, posturas específicas para regular e fortalecer cada chacra (veja nas próximas páginas).
A série deve ser feita diariamente, numa sessão de pelo menos 20 minutos.
“Ao aderir a esse compromisso, você estabelece autodisciplina.
Se o corpo obedece à mente quando lhe é solicitado fazer as posturas, o corpo também obedecerá na hora de relaxar.
Daí em diante vivemos com mais felicidade, contentamento e sabedoria”, completa Kriyananda.
Ao executar a postura, respeite seu limite.
Faça cinco respirações, expirando lentamente.
No final da sequência, deite-se por 5 minutos.
1.
Chacra muladhara
Cor: vermelho.
Localização: base da coluna.
Órgãos que rege: ovário e testículos.
Áreas da vida em que atua: dinheiro, segurança e sobrevivência.
Postura: paschimottanasana, ou posição da pinça.
Com as coxas contraídas, sinta as pernas firmes no chão.
Leve então a barriga e o peito em direção aos joelhos, esticando a cabeça como se ela fosse tocar os pés.
Tente manter as costas neutras, focando o alongamento na parte de trás da coxa.
2.
Chacra Svadhisthana Cor: laranja.
Localização: região pubiana.
Órgãos que rege: gônadas e nervos sacrais.
Áreas da vida em que atua: sexualidade e criatividade.
Postura: setu bandha sarvangasana, ou postura da ponte.
Deite-se com os joelhos dobrados, pés próximos dos quadris, braços ao lado do corpo.
Inspirando, levante vértebra por vértebra da coluna começando pelo cóccix, formando um arco.
Mantenha os ombros no chão e não vire a cabeça.
Expirando, desça devagar.
3.
Chacra Manipura Cor: amarelo.
Localização: umbigo.
Órgãos que rege: pâncreas e adrenais.
Áreas da vida em que atua: poder pessoal, autoconfiança e força de vontade.
Postura: ardha chakrasana, ou postura da meia roda.
De pé, eleve os braços devagar com a palma das mãos voltada uma para a outra.
Confortavelmente se estique para trás alongando braços e pescoço.
Mantenha as coxas contraídas e as pernas bem esticadas, sem dobrar os joelhos.
4.
Chacra Anahata Cor: verde.
Localização: centro do peito.
Órgão que rege: timo.
Áreas da vida em que atua: amor, compaixão e autoaceitação.
Postura: pose mahavirasana, ou postura de mahavira.
Comece de pé.
Coloque a perna direita para a frente e dobre o joelho.
Estique a perna esquerda para trás.
Inspirando, apoie as mãos no joelho e empurre os ombros para trás, alongando e expandindo o peito.
Lembre-se de alternar as pernas.
5.
Chacra Vishuddha Cor: azul.
Localização: base do pescoço.
Órgão que rege: tireoide.
Áreas da vida em que atua: comunicação e clareza de ideias.
Postura: salamba sarvangasana, ou postura da vela.
Deitado de barriga para cima, eleve as pernas em direção ao teto apoiando os quadris nas mãos e o queixo no peito.
Tente ficar o mais reto possível.
Para sair da pose, deixe os pés caírem um pouco para a frente, e então desenrole a coluna vértebra por vértebra, focando o alongamento na parte de trás das coxas.
6.
Chacra Ajna Cor: índigo.
Localização: entre as sobrancelhas.
Órgão que rege: glândula pituitária.
Áreas da vida em que atua: intuição, sabedoria e fé.
Postura: sash tan gadan dawatasana, ou postura da prostração espiritual.
Deitado de barriga para baixo, leve os braços para a frente, cruzando os pulsos.
A ênfase é dada na atenção à respiração, que deve ser sentida nas costas.
Esta postura é utilizada para intensificar a conexão com mestres espirituais.
7.
Chacra Sahaswara Cor: violeta.
Localização: topo da cabeça.
Órgão que rege: glândula pineal.
Áreas da vida em que atua: conexão espiritual, iluminação e vibração divina.
Postura: chaturanga dandasana, ou postura da prancha.
De barriga para baixo, deixe as pernas esticadas, com os calcanhares para cima.
Coloque a palma das mãos no chão ao lado das costelas flutuantes.
Eleve o tronco o suficiente para que os cotovelos e os ombros estejam alinhados numa linha paralela ao chão.
Fonte: Bons Fluídos.
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